terça-feira, 1 de junho de 2010

Pé na estrada! Rumo a São Paulo!



Semana com muita informação.
Marcinha, grande amiga e companheira finalmente engrenou!
Passou no concurso, porém vai para longe... Mas nada tão longe que eu não possa visitar...
Terça Dudu, um colega do jiu-jitsu se foi, para o outro lado...
Falo depois sobre isso tudo, tenho algo para tecer...

Quarta correria para arrumar as coisas e antes de ir para o Black Castle, passei no hospital para dar uma força junto a todos que treinam e aos pais do Dudu.  Jaloto me acompanhou.

Quinta pela manha, as 9am... Estrada!
Rumo a SP!
Primeira parada em Cristalina e segunda parada no meio da estrada... perto de Catalão, a 25 km de Campo Alegre – GO a corrente da moto quebrou!
Ohhh FUCK!
Lá vai Frazão na boléia de um caminhão até Campo Alegre buscar um reboque...
Jaloto não me deixou ficar porque disse que poderiam me roubar e ele nunca mais me ver.
Peguei carona num caminhão que parecia com o táxi do “Silas Simplesmente” e com 3 minutos de carona, o caminhoneiro Adenílton recebe uma ligação de sua esposa que diz estar grávida.  O cara, de 25 anos, casado desde os 17 com ela, e já com um filho de 9 anos, surtou!
Lá foi Luiza Psicóloga Frazão acalmar o rapaz...
Valeu a carona Adenilton!

Mais rápido que o esperado eis que chego com o reboque para “içar” a motoca.
O reboque ainda deixou um ser “freak” no meio do caminho, cujo carro havia acabado gasolina.
Campo Alegre... Cidade CÚ.
Perdoem-me. Não há melhor definição... 13 horas em ponto.  Quinta-feira e nenhuma viva alma andando na cidade. O rapaz do reboque, Willian, um cara bacana, nos deixou na oficina...

A oficina.
Um senhor sentado na porta da oficina em uma cadeira daquelas trançadas com “canudos de plástico” (aquelas dos anos 80), ruminando algo, disse-nos que o mecânico havia ido almoçar. Excelente!
Fomos ao ÚNICO restaurante da cidade. Só havia restos.
Olhamos para um lado, ninguém. Para o outro também.
A única lanchonete da cidade estava fechada. Avistamos uma sorveteria, salvou por uns minutos.
Resolvemos voltar para a oficina e 3 lojas antes dela havia uma padaria. Foi o que salvou. Comemos. Perguntei à moça da padaria se havia um toalete para eu usar, ela disse que não tinha... Ok! Fomos para a oficina. Motoca pronta, pagamos o serviço e antes de partirmos perguntei ao rapaz da oficina se havia um toalete que eu pudesse usar. Ele disse que não.
Seguimos.
Paramos no único posto da cidade e não havia bomba para abastecer. O.o.
Avistei o banheiro feminino. A porta estava trancada.
Fui pedir a chave e advinha?
Não tinha chave.
Cheguei a conclusão de que naquela cidade SINISTRA de nome Campo Alegre de Goiás, todos eram extraterrestres que estão aqui para nos observar. Pois em plena quinta, ninguém na cidade, às 13 horas não havia comida no restaurante e ninguém usa o banheiro??? O que se pensa? Eu hein? Povo esquisito...
Abastecimento em Catalão para seguirmos viagem.

Parada em Uberlândia para abastecer e tomar energético e depois em Uberaba para dormir. Outra cidade CÚ, mas lá o povo é burro.
Deixe-me esclarecer. NINGUÉM SABE DE NADA.
Ninguém sabia informar onde tinha hotel.
Perguntamos para um médico, para um playboy hobbit, pessoas na rua, posto...
Ninguém sabia, até que uma nobre alma disse-nos que próximo a rodoviária havia dois. Lá fomos nós procurar por nós mesmos a rodoviária. Perguntar com certeza não adiantaria, RS.
Hospedamos-nos.
Meu irmão envia um sms: Entra no MSN agora!
Eis que surpresa!
A MARVADA já é minha! No email já constavam fotos dela no estacionamento de meu prédio. Meu irmão estava alucinado. O bichinho foi rápido!
A MARVADA...

Minha motoca! E ainda faltam 3 semanas para cair a ficha que realmente ela esta lá, afinal nossa viagem mal começou. Mandei por email fotos dela para os amigos mais chegados e a Lu que estava subindo nas paredes já para saber o que era a tal surpresa.
Agora é chegar, treinar, tirar a carteira e cair na estrada (de Brasília, lógico)!
Dia seguinte já acordei brava, quebrei o pau na recepção com a gerente vagabunda (não a pessoa, mas a gerência dela). Acredita que num hotel que a diária é R$ 95.00 não tem suco, queijo, presunto, iogurte, sucrilhos, etc, etc no café da manhã? O cobertor era daqueles de R$ 5.00 (o vinho, não o cinza, comprei deles para forrar uma vez o chão da barraca quando fui a Transcendence, depois dei para a Doly), então havia 3. A TV de 12 polegadas sem TV a cabo. Nem secador de cabelos tinha. Portanto minha gente fica a dica REDE DE HOTEIS PORTO BELO EM MINAS É UMA POSSILGA!
Fiquei irada. Pagamos em cheque, Jaloto limpou a calça de couro dele com a toalha de rosto (ficou imunda), sai do quarto deixei tudo ligado (menos o chuveiro, a água do planeta agradece) e só não mandei a pessoa da recepção tomar no meio do cú dela porque sou educada. A gerente? Aquela “VAGABOUNDA” devia estar fazendo coco! ARFFFF!!!!
Problema dela, ela ficou em Uberaba e nós seguimos viagem. Eu tenho uma motoca e ela não, RS.
Caracaaa que frio!!!

Nussaaaa! A estrada estava bela, já entrando na Via Anhanguera fiquei doida! No horizonte “fumaçê” do baralho.
Algo devia estar pegando fogo, mas mais adiante, percebi ser uma fábrica mesmo. Valei-me.
Paramos em ... para almoçar, em Ribeirão Preto para um energético Gladiator da Coca-cola de frutas selvagens, uma delícia! Porém de energético não tinha nada, cheguei a Jundiaí cochilando. Abastecemos e finalmente SP.
Cidade de trânsito doido, isso já sabíamos, porém os MOTOBOYS (ô “racinha” vagabunda) esses sim davam mais medo do que todos os caminhões e carros juntos.
Povo doido, bando de parasita! Carro de policia com sirene e eles no vácuo, você entra no corredor para passar o trânsito de carros eles estão atrás para você buzinando para aceleramos mais, enfim, por isso que essa raça cai que nem jaca podre, porque ta tudo em decomposição cerebral mesmo.
Com a ajuda de algumas pessoas muito bacanas, finalmente conseguimos chegar à casa do Jhonny.
Tomamos banho e pedimos pizza. O gás que tínhamos para jantar fora e sair, trocamos sem pestanejar por um relaxante muscular e cama quente cedo.
Credo parece que estou no Pólo Norte!









Um comentário:

Y disse...

Caraca, eu adoro esses relatos. Fico só aqui projetando minha imaginação para 'vivenciar' suas histórias, hahahaha...

Boléia, sem banheiro, sem informação, cidade fantasma, hotel muxiba, kkkkkkk...só vocês mesmos, momozinhos!

Ah, eu já conheci a Marvada de perto, tá? Hhahahaha....linda, linda.

Beijos e sigam bem em mais uma aventura.

Ya

:)